Michelangelo, Leonardo da Vinci e Giotto di Bondone: três gênios da
pintura clássica que se eternizaram através de obras magistrais. Porém,
mesmo depois de séculos, essas obras contêm mistérios que até hoje
rendem uma boa discussão. Veja se você concorda com alguma delas:
4. La Gioconda (da Vinci)
A pintura de Mona Lisa é disparada a mais enigmática de todas. A
busca pela identidade verdadeira da mulher tornou-se uma fonte
interminável de boatos e suspeitas. Muitos afirmam que se trata da
esposa de um mercador florentino, outros dizem que é o autorretrato do
próprio pintor. Para apimentar o assunto, o historiador e arqueólogo
Silvano Vincenti garante que descobriu alguns códigos secretos na obra,
como as letras “L” e “V” na pupila direita de Monalisa, iniciais de
Leonardo da Vinci, e também as letras “C” e “E” na outra pupila, o que
levaria a uma pista sobre sua provável identidade. Tudo isso só gerou
mais dúvida ainda. Afinal, quem é Monalisa?

(Reprodução/The Telegraph)
3. A Última Ceia (da Vinci)
O “Rei das polêmicas” Leonardo da Vinci precisaria de mais algumas
centenas de anos de vida para explicar tudo que está contido no quadro A
Última Ceia. O tema que já virou até best-seller de livro e filme de
cinema ganhou mais uma curiosidade. Pelo formato das mãos dos discípulos
e da posição dos pães sobre a mesa, foram identificadas notas musicais,
indicando a construção de uma harmonia e de um ritmo. Agora, pelos
próximos 500 anos, o mistério será descobrir a música que da Vinci
pensou ao pintar o quadro. Alguma sugestão?

(Reprodução/Cracked.com)
2. Vigésima cena da vida de Francisco (di Bondone)
Após oito séculos desde que Giotto di Bondone pintou o quadro, uma
especialista em arte medieval identificou, recentemente, que ele havia
desenhado um demônio em uma das nuvens. Uma polêmica e tanto se for
analisado o contexto religioso no qual Vigésima cena da vida de
Francisco está inserido. Se esse detalhe fosse percebido na época, seria
bem provável que ele sofresse algum tipo de retaliação em relação à sua
arte. Será que foi uma provocação, uma mensagem subliminar?

(Reprodução/Daily Mail)
1. A Criação de Adão (Michelangelo)
Como profundo conhecedor da anatomia humana, Michelangelo seguia os
princípios da razão. O cérebro era visto como um órgão especial,
principal responsável pelo equilíbrio do homem. Especialistas suspeitam
que na sua principal obra, A Criação de Adão, Michelangelo fez um
cérebro, de forma muito habilidosa e discreta, ao redor de Deus. Por
isso, especula-se que o autor tenha pensado em questionar dogmas
religiosos, reforçando o conflito entre fé e razão. A religião não
passaria de uma criação mental do homem? Ou só nos comunicaríamos com
Deus se o cérebro fosse usado? Essas e outras dúvidas alimentam a
curiosidade dos amantes da pintura clássica.

(Reprodução/Quo)